{"id":312,"date":"2024-01-15T20:54:46","date_gmt":"2024-01-15T20:54:46","guid":{"rendered":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/?p=312"},"modified":"2024-01-15T20:54:46","modified_gmt":"2024-01-15T20:54:46","slug":"folha-do-litoral-projeto-marco-zero-deve-avancar-em-2024-com-novas-acoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/2024\/01\/15\/folha-do-litoral-projeto-marco-zero-deve-avancar-em-2024-com-novas-acoes\/","title":{"rendered":"Folha do Litoral: Projeto Marco Zero deve avan\u00e7ar em 2024 com novas a\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>O Projeto Marco Zero \u00e9 uma iniciativa que visa a restaura\u00e7\u00e3o da Catedral Diocesana Nossa<br>Senhora do Ros\u00e1rio de Paranagu\u00e1. Iniciado no ano passado, esta primeira etapa tem como<br>objetivo levantar informa\u00e7\u00f5es sobre a constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica para planejar a execu\u00e7\u00e3o da obra.<br>Grande parte das a\u00e7\u00f5es do projeto devem ser realizadas neste ano de 2024, entre elas o<br>levantamento das caracter\u00edsticas originais do edif\u00edcio e o envolvimento com a comunidade.<br>O pr\u00e9dio da igreja \u00e9 tombado em n\u00edvel estadual como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e art\u00edstico do<br>Paran\u00e1, assim como em n\u00edvel federal, por pertencer ao conjunto do centro hist\u00f3rico de<br>Paranagu\u00e1. Trata-se de um patrim\u00f4nio parnanguara e dos paranaenses.<br>Segundo a arquiteta e urbanista, Let\u00edcia Nardi, coordenadora do projeto cultural Marco Zero, os<br>projetos de restaura\u00e7\u00e3o possuem tr\u00eas etapas. \u201cPrimeiro fazemos a identifica\u00e7\u00e3o e<br>conhecimento do bem, que abrange um levantamento arquitet\u00f4nico, inclui tamb\u00e9m entender a<br>hist\u00f3ria de como aquele edif\u00edcio foi constru\u00eddo, em qual \u00e9poca e as modifica\u00e7\u00f5es que teve\u201d,<br>disse Let\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em parceria com a Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) tamb\u00e9m ser\u00e1 realizada uma<br>pesquisa arqueol\u00f3gica ainda no in\u00edcio de 2024. \u201cCom um aparelho de georradar vamos<br>analisar o subsolo em parceria com a universidade. Para o levantamento arquitet\u00f4nico, por<br>exemplo, para entender as medidas e todos os elementos da Catedral, a gente utilizou um<br>escaneamento a laser e estamos finalizando essa parte e a partir disso teremos as plantas, as<br>perspectivas que v\u00e3o servir de base para os outros projetos\u201d, afirmou Let\u00edcia.<br>A segunda etapa consiste em um diagn\u00f3stico para avaliar a situa\u00e7\u00e3o da igreja e todo seu<br>entorno e a terceira etapa a defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 necess\u00e1rio fazer para a restaura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio, todos os dias muitas pessoas utilizam e \u00e9 preciso ter essa preocupa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou a arquiteta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, por se tratar de um local simb\u00f3lico para Paranagu\u00e1 e para todo o Estado, todas<br>as tomadas de decis\u00f5es do projeto s\u00e3o importantes. \u201cEstamos tamb\u00e9m trabalhando com uma<br>lei de incentivo \u00e0 cultura, por isso tentamos fazer o melhor poss\u00edvel, da forma mais<br>transparente. Estamos junto com a Diocese de Paranagu\u00e1 para trabalhar de forma t\u00e9cnica\u201d,<br>enfatizou Let\u00edcia.<br>O recurso para iniciar o projeto Marco Zero foi liberado no final do m\u00eas de agosto do ano<br>passado e, no m\u00eas seguinte, as a\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram iniciadas. At\u00e9 agora, a arquiteta observa que o<br>maior desafio \u00e9 lidar com a parte hist\u00f3rica por se tratar de um edif\u00edcio de mais de 400 anos. \u201c\u00c9<br>uma hist\u00f3ria que n\u00e3o est\u00e1 completamente documentada, estamos garimpando pe\u00e7as de um<br>grande quebra cabe\u00e7a para poder contar melhor a hist\u00f3ria desse lugar que \u00e9 um s\u00edmbolo<br>importante, talvez seja esta a edifica\u00e7\u00e3o religiosa mais antiga que tenhamos e seu uso est\u00e1<br>vigente desde a primeira constru\u00e7\u00e3o\u201d, lembrou a arquiteta.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es para 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A parte t\u00e9cnica do projeto deve ser consolidada at\u00e9 o fim de 2024. Al\u00e9m disso, a iniciativa<br>tamb\u00e9m conta com contrapartidas no \u00e2mbito social, com atividade de educa\u00e7\u00e3o patrimonial<br>com a comunidade em parceria com a Diocese de Paranagu\u00e1, escolas e secretaria municipal<br>de Cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado o desafio para que a comunidade contribua com imagens antigas da<br>Catedral como casamentos, batizados ou mesmo visitas feitas ao local. \u201cVamos ampliar esse<br>pedido nas redes sociais, estamos nos organizando para receber essas imagens, quem tiver e<br>j\u00e1 puder procurar essas fotos ser\u00e1 muito interessante e vai contribuir muito\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Utiliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo ano, o espa\u00e7o no entorno da Catedral Diocesana foi mais utilizado para festas,<br>como a festa junina; e no Natal, com uma proje\u00e7\u00e3o mapeada na fachada da Catedral com<br>teatro para o p\u00fablico infantil. Para a arquiteta, a utiliza\u00e7\u00e3o da pra\u00e7a em frente a igreja e<br>integra\u00e7\u00e3o com a comunidade ajuda na valoriza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.<br>\u201cIsso \u00e9 interessante porque valoriza o espa\u00e7o, traz mais pessoas para a \u00e1rea e tamb\u00e9m tem<br>um processo simb\u00f3lico de entender que aquele lugar \u00e9 representativo e importante para<br>Paranagu\u00e1. \u00c9 um patrim\u00f4nio cultural que n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no passado, \u00e9 um ambiente que pode ser<br>vivenciado hoje e no futuro. A gente n\u00e3o preserva o edif\u00edcio para ficar no passado, mas para<br>seguir no futuro com todo o seu potencial de uso e representa\u00e7\u00e3o que tem para a cidade e<br>para os cat\u00f3licos e tamb\u00e9m um s\u00edmbolo urbano, um referencial para todas as pessoas\u201d,<br>concluiu Let\u00edcia.<br>A Empresa proponente que realiza as a\u00e7\u00f5es \u00e9 a Inspire-C Arquitetura, Urbanismo e Patrim\u00f4nio<br>Cultural.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3ria, religiosidade e cultura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Igreja em estilo colonial portugu\u00eas datada do s\u00e9culo XVIII. Sua estrutura divide-se em quatro<br>corpos a saber: nave, capela mor, sacristia lateral e torre constru\u00edda \u00e0 direita de seu front\u00e3o. O<br>primeiro marco de sua constru\u00e7\u00e3o data do ano de 1578, mas o templo n\u00e3o pode ter esta data<br>como sendo a de sua constru\u00e7\u00e3o pois muitas mudan\u00e7as foram realizadas.<br>Somente em 1725 \u00e9 oficializada a Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de Paranagu\u00e1 que<br>teve na igreja matriz sua sede. O templo \u00e9 uma das edifica\u00e7\u00f5es mais antigas do Paran\u00e1 e um<br>referencial da confirma\u00e7\u00e3o da posse portuguesa no territ\u00f3rio paranaense.<br>Com informa\u00e7\u00f5es do Patrim\u00f4nio Cultura do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/folhadolitoral.com.br\/editorias\/religiosidade\/projeto-marco-zero-deve-avancar-em-2024-com-novas-acoes\/?fbclid=IwAR0bXOwxHMfmicOVM1iY2f4VD7brT7gckFPH0SPufns4IJnl9uDV2Ifdrbw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Folha do Litoral<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[1],"tags":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/312"}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=312"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/312\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":314,"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/312\/revisions\/314"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcozerodeparanagua.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}